Projeto Lanterninha - Cinema e Educação em Movimento

Pro Dia Nascer Feliz

Pro Dia Nascer Feliz

 

Gênero: documentário

Tempo: 88 min

Lançamento: 2005

Distribuidora: Copacabana Filmes

Direção: João Jardim

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Sinopse

Um retrato sensível do universo escolar. Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.

 

Proposta de Orientação Pedagógica:

Temática geral:

O Lugar da Escola – Qual dimensão a escola ocupa na vida de estudantes e professores? Qual o significado da escola na sociedade atual? Que valor é dado ao estudo enquanto formação? O que pensam os jovens sobre a escola? Que lugar esses jovens querem ocupar no mundo?

 

Possíveis Desdobramentos:

Evasão escolar

Estrutura física e administrativa das escolas

O papel do Educador

Perspectivas e condições de vida

Violência e segurança nas escolas

As descobertas da adolescência: sexualidade, vocações e responsabilidades

O lugar da família

O futuro

 

Críticas

Um futuro feliz é possível?

Documentário trata de questões que preocupam o adolescente brasileiro na escola e acaba criando uma reflexão sobre a Educação e o futuro do país

Por João Carlos Sampaio

 

O documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim, parte de uma perspectiva panorâmica, a de tratar sobre as questões do adolescente brasileiro na escola, para focar suas atenções em anônimos personagens, que desfilam revelações pessoais. Visões de mundo, carências, certezas e dúvidas vêm à tona, numa abordagem sincera e delicada, que evita julgar os depoentes e abre generosas frentes de observação.

A premissa traçada pelo diretor, o mesmo autor do premiado e elogiado documentário Janela da Alma (co-dirigido por Walter Carvalho), é observar realidades diferentes e, de repente, encontrar coincidências.

O filme começa no sertão pernambucano, numa região escolhida pelos baixos índices de desenvolvimento humano, segundo dados da Unicef. Mais à frente vai observar adolescentes da Baixada Fluminense (RJ), da periferia de São Paulo e de um colégio particular, freqüentado pela elite paulistana.

Com depoimentos ricos, a edição elaborada pelo próprio João Jardim, estabelece colagens, que permitem um diálogo franco. Não há como não se emocionar, por exemplo, com a fala de Valéria, uma garota pernambucana de infância pobre, que enfrenta obstáculos para estudar, mas mantém uma fé inabalável no futuro.

Do mesmo modo, é possível se sensibilizar com os dilemas existenciais, que afligem as personagens bem-nascidas da escola particular de São Paulo. Jardim não minimiza os problemas dos personagens, trata a todos com respeito e atenção.

Essa postura ponderada, aliada à bela trilha sonora (criada por Dado Villa-Lobos) e a fluência dramática da narrativa tornam o filme uma obra que supera o valor do debate, para se inserir no rol dos bons documentários brasileiros, que se justificam como cinema, para além das abordagens temáticas.

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