Marcos Vale - Professor de português e redação
Colégio Estadual Ministro Aliomar Baleeiro

A chegada do Lanterninha no Aliomar Baleeiro foi motivo de entusiasmo para o professor Marcos. Desde 2003, quando se tornou professor efetivo da escola, já manifestava o interesse de trabalhar o cinema na sala de aula. "O cinema tem uma linguagem diferenciada, através de um filme você pode entender outros contextos e situações", diz professor Marcos, fazendo a ressalva sobre os problemas das escolas públicas.
A sua idéia é encarar o grande desafio de despertar no aluno um novo interesse pela escola, fazendo-os entender que só através de uma boa formação é que se atinge bons objetivos na vida. Por outro lado, professor Marcos acredita que parte dessa responsabilidade também é da escola, "não se pode entender que 200 dias letivos são pra ficar dentro da sala de aula, é preciso criar outros espaços, criar novos horários, e nisso as escolas podem ajudar".
As disciplinas de português e redação são um prato cheio para o professor. Na parte gramatical a dificuldade de trabalhar o cinema é maior, mas Marcos usa bem os diálogos das personagens para exemplificar figuras de linguagem e outras "regrinhas" da língua portuguesa. Mas quando o assunto é literatura: "aí dá pra fazer muito coisa!", comenta o professor. É possível encontrar muitas produções literárias adaptadas para o cinema.
"Tem Dom Casmurro (Machado de Assis), O Pagador de Promessas (Dias Gomes), Jubiabá (Jorge Amado), Vidas Secas (Graciliano Ramos), O Guarani (José de Alencar)", e outros tantos títulos que não param de serem filmados. Fã do cinema brasileiro, professor Marcos indica o filme Saneamento Básico, do diretor gaúcho Jorge Furtado, no qual destaca a boa e divertida estória. "No começo achei que nem tinha estória, mas as coisas vão se revelando, e no final mostra uma realidade de nosso pais", completa. A dica está dada.
