Helivelton Nascimento da Silva
Colégio Estadual Ministro Aliomar Baleeiro
Estudante do 2º ano

Sorridente e conversador, Helivelton logo toma a atenção na roda de amigos. Nos seus gestos e na sua postura logo se percebe a força de sua personalidade, que não faz esconder as aguçadas idéias. “Pra mim a chegada do Lanterninha foi chata, devagar e péssima”, afirma o estudante, para constrangimento até de quem vos escreve. Rápido nas palavras complementa logo em seguida, “mas logo fui mudando meus conceitos, a cada sessão descobria uma coisa diferente”.
Os filmes brasileiros da programação do Lanterninha foram apenas o estopim para o encantamento total de Helivelton pelo cinema. Por ser querido na escola, passou a assumir uma missão difícil, e ao mesmo tempo especial, de usar a boa relação com as pessoas para mobilizar amigos e colegas nas sessões semanais. Ele próprio confessa que não assistia filme brasileiro, apesar de sempre ir o cinema. Esperto esse Helivelton: “não perco uma sessão de 2 reais, e se for filme brasileiro então...”.
Helivelton é cineclubista Lanterninha no Aliomar Baleeiro e uma das revelações do projeto. Para ele o cineclubismo é uma forma de revolução, “porque o debate ensina as pessoas a questionar as coisas a partir do cinema”. Apaixonado pela literatura de cordel cita o filme O homem que desafiou o diabo, do diretor Moacyr Góes como seu preferido.
Em meio a tantas alternativas de entretenimento e diversão, Helivelton acredita que a atividade cineclubista pode promover boas experiências no futuro. Mas ressalta que desde que passou a atuar como cineclubista sua relação com o conhecimento ficou mais aprimorada, obtendo melhore rendimentos escolares. “O cinema me apresentou muitas culturas diferentes, que eu nem sabia que existia aqui no Brasil, e isso me estimula a buscar e entender melhor os conteúdos que são passados em sala de aula”.
